12ª Edição/2011Início

  ISSN 1982-7245
  O que é?

 

 

 

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Mariana Figueiredo Miss RJ 2011 - by H Navarro

12ª Edição - Jun 2011

Especial Universo Miss

 

Capa

 

Modelo: Mariana Figueiredo

Miss Rio de Janeiro 2011

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

ContatoZine é uma revista de publicações artísticas, todo seu conteúdo é de responsabilidade, exclusiva, de seus autores.

Para mais informações,  mail@contatozine.com.br

 

Universo Miss

Há muitos anos os concursos de Miss não são mais notoriedade no Brasil. Muitas são as desculpas para a perda do Glamour e da importância que existia. Em poucos estados ainda mantém a tradição, algumas cidades têm o evento em seu calendário oficial e a Miss eleita é tratada como uma funcionária da cidade, com direitos e obrigações.

Para tentar resgatar um pouco dessa memória e desmistificar algo, que hoje é tido como brega, pela falta de informação. O fotógrafo H.Navarro, editor da revista, está produzindo um filme documentário, sobre os concursos de Miss.

Neste link, algumas fotos do Concurso Miss Estado do Rio de Janeiro, que aconteceu no último dia 18 de juno, no HSBC - Arena.

FOTOS

Moacyr Luz

Nessa edição da coluna ContatoZine Entrevista, trouxemos um dos compositores mais incensados da música popular brasileira e que melhor representam a alma do samba carioca: Moacyr Luz.
Carioquíssimo, nascido em Jacarepaguá, apaixonado pelo Rio de Janeiro, cidade para a qual aliás fez um hino, ao lado de Aldir Blanc e Paulo Cesar Pinheiro: ‘Saudades da Guanabara’. Autor de mais de 150 composições  gravadas por Maria Betânia, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Leny Andrade e Leila Pinheiro, entre outros bambas da MPB. Mas à cima de tudo uma figura singular...

No bate-papo falamos, é claro, de samba, mas também de botequim, de manias e superstições, de Rio de Janeiro, novas mídias, pirataria e muito mais.

Abra uma cerveja gelada, coloque um bom samba de raiz pra tocar, sente numa cadeira confortável e aproveite a entrevista no compasso de Moacyr Luz!

Sheila Fonseca - Moacyr, é um prazer tê-lo como entrevistado da ContatoZine. Você é o típico carioca, nascido em Jacarepaguá, morou na Glória, no Catumbi, Copacabana... Aonde você acha que o Rio é mais carioca?
Moacyr Luz - No bom sentido, o Rio é bipolar...
Tem suas manhas na Zona Sul, novas moadas, bailinhos, etc. E na Zona Norte, os botequins de churrasqueira na porta, pelada de casado e solteiro, soltar balão proibido, funk. Para alterar mais o eixo dessa história, a vez agora acontece no Centro, reduto Lapa, caos e alegria na mesma bandeja.

Sheila Fonseca - Tem algum bairro preferido?
Moacyr Luz - Gosto de Copacabana. Eu penso que seja o único bairro aonde você pode andar nu sem ser notado. Ali, a garota de programa e o seu doutor moram no mesmo prédio. A Glória, onde moro atualmente, também é assim, como disse meu amigo Paulão 7 Cordas: “Parece a Turquia, tem de tudo!”
 
Sheila Fonseca - Você é um compositor e sambista que apesar do tempo de estrada e do histórico invejável, é acessível, mantém os pés no chão. É impossível pensar em Moacyr Luz sem pensar nas rodas de samba. Você frequenta rodas de samba informais, menos conhecidas? Tem alguma de sua preferência?
Moacyr Luz - Mesmo bebendo quase zero, visito mais bares que samba. Entenda, tenho duas rodas do enredo, no Renascença e Santa Luzia, viajo apresentando esse samba carioca por aí construindo uma carreira alternativa. Quando sobra tempo preciso estar perto das pessoas do cotidiano, ouvir uma frase à toa, entender o palpite do bicho na batida de carro em frente... é isso.
Gostava de ir a Tia Doca, das primeiras feijoadas da Surica na Julio Fragoso e, sempre a nossa, Samba do Trabalhador.

Sheila Fonseca - Você escreveu o Manual de Sobrevivência nos Botequins mais Vagabundos, lançado pela editora Senac Rio. Para se divertir, qual seu botequim predileto? E a melhor bebida e petisco de botequim?
Moacyr Luz - Só pra currículo, também lancei ano passado o “Botequim de Bêbado tem Dono”, pela Desiderata. Gosto muito do Paladino, no Centro e do Armazém Senado, na esquina da Gomes Freire.
Se eu tivesse ‘livre de impostos’ só comeria gorduras, torresmos, etc., atualmente fico no jiló ou numa ostra crua. Para beber, maracujá. Cada bar tem sua receita!

Sheila Fonseca - Se tornou tradicional no Rio a roda de Samba do Trabalhador, que existe desde 2005, em horário e dia inusitado: segundas-feiras de tarde. Como surgiu a idéia?
Moacyr Luz - Já repeti essa história mil vezes... na verdade atirei numa mosca e acertei um dinossauro! O Trabalhador em questão é o músico brasileiro que ‘ás vezes’ folga na segunda-feira...
Acontece que nasceu um fenômeno e, com um mês de roda, alcançamos um publico de mil pessoas por semana, gravamos CD e  DVD e, quase sempre recebemos excursão de apaixonados pelo enredo nos visitando. Mês passado entrou um grupo de quarenta franceses. Uma Maravilha! 
 
Sheila Fonseca - Moacyr, o Brasil é um pais que sofre grande influência da  cultura de matriz africana. Eu destacaria o samba e suas variáveis como possivelmente a principal manifestação da música brasileira, a mais representativa pela sua origem - negra, em morros cariocas -, poesia e riqueza rítmica. Como foi a sua opção pelo caminho do samba, você escolheu o samba ou o samba te escolheu?
Moacyr Luz - Acho que as duas coisas. Veja bem, tenho algo em torno de duzentas músicas gravadas. Até 1989 outros interpretes gravavam minhas músicas: Elba Ramalho, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Maria Bethânia. Neste mesmo ano, Beth Carvalho escolheu o samba ‘Saudades da Guanabara’ como título do seu LP. Hoje, meus parceiros são Martinho da Vila, Sereno, Wilson das Neves, Luiz Carlos da Vila. Zeca Pagodinho gravou música nossa.
Não sei quem escolheu quem... o samba é um estado de espírito, meu estado de vida...

Sheila Fonseca - Qual é a sua principal influência? Como se formaram seus afetos musicais?
Moacyr Luz - Eu escuto tudo, ou já escutei tudo. Morei cinco anos com um grande músico, Helio Delmiro, um dia ele me levava pra casa  do Victor Assis Brasil, no outro, pra ouvir os ensaios com Elizeth Cardoso.
Gosto do Cartola, Tom Jobim, Dori Caymmi, Nelson Cavaquinho, Ary Barroso, gosto de perceber que a música nasceu espontânea, do puro talento.
 
Sheila Fonseca - Destacaria alguém da nova geração de sambistas?
Moacyr Luz - Tem muita gente boa. Talvez a gente precise dar mais luz ao compositor, é uma profissão doída. O sujeito se for tímido, reservado, mas um excelente criador, sem cantar e subir no palco, corre o risco de morrer de fome...

Sheila Fonseca - O que tem ouvido no ultimamente?
Moacyr Luz - A rapaziada nova, Pedro Miranda, Moisés Marques, ouço também os antigos discos do Martinho, Paulinho da Viola. Clássicos 

Sheila Fonseca - Como funciona o seu processo de composição?
Moacyr Luz - Tenho uma regra básica e falo sinceramente: se eu nasci pra compor, se tenho mesmo talento para esse destino, não aceito ficar remoendo a música muito tempo, acho até que ela já esta feito dentro da minha cabeça. Pego o violão para tirar do inconsciente a melodia e se demorar 15 minutos para sair, desisto.
 
Sheila Fonseca - Você foi parceiro de grandes nomes da MPB como Aldir Blanc. Como surgem as suas parcerias musicais?
Moacyr Luz – Olha, com o Aldir eu tenho mais de cem musicas, noventa gravadas. Meus parceiros sabem como respeito a palavra, perder tempo não dizendo nada é compor sem responsabilidade. Agradeço a Deus de ter conseguido fazer músicas com Paulo Cesar Pinheiro, Hermínio Bello de Carvalho, Sereno...

Sheila Fonseca - Possui alguma superstição para compor ou se apresentar?
Moacyr Luz - Minha cisma boa é com meus cordões. Comecei a usá-los em 1996 no dia de Nanã-Buruquê (orixá do panteão africano). Um dia, soltei do avião em Brasília e notei que estava sem eles, quase voltei a pé sem coragem de voar...

Sheila Fonseca - Você é um twitteiro e blogueiro assíduo. Em sua opinião, essas novas ferramentas de mídia auxiliam efetivamente o artista ou servem mais para a interação e distração?
Moacyr Luz - Tenho conquistado bons relacionamentos com essas ferramentas. O blog funciona como um registro da minha vida, enquanto a memória existe e não há exagero nessa história: Um dia entrei num bar em SP e o grupo que tocava parou e mudou de música dizendo que era em minha homenagem. Fiquei sem entender até mais da metade da música quando lembrei que eram meus aqueles versos... O twitter é um jeito de relaxar, brincar com o limite de 140 toques, mesmo assim ponho minha agenda na sala.
 
Sheila Fonseca - Como está sendo o processo de gravação, distribuição, comercialização de um álbum depois do advento das novas tecnologias digitais, internet, etc? Ajuda ou atrapalha mais?
Moacyr Luz - Sou um artista alternativo mesmo  depois de 9 discos gravados. O último saiu pela Biscoito Fino, grande gravadora. Mas eu vivo das mil coisas que faço na vida: as rodas, meus livros, meus shows por aí. O direito autoral às vezes paga o condomínio, às vezes, nem isso, prefiro nem falar...

Sheila Fonseca - Você transita por um gênero musical muito popular. O samba é muito pirateado? Já foi alvo de pirataria?
Moacyr Luz – O pior da pirataria é você ver uma pessoa de posses colocando no CD do carro um disco pirata. Tem mais: não tenho antivírus no meu computador, o técnico quis por um especial, mas cópia e não aceitei. Não assisto DVD pirata nem se for emprestado.

Sheila Fonseca - Acha que o samba ainda é injustiçado nos meios de comunicação ou vem alcançando espaço?
Moacyr Luz - É claro que hoje o samba vive um momento bom, várias casas, mas o respeito as vezes passa ao largo. É muito comum achar que por se sambista o artista aceita qualquer cachê, só cachaça no camarim, coisas assim. Samba em novela, só se tiver uma casa de vila, um cortiço, todo mundo falando alto.

Sheila Fonseca - Me fale sobre o - aguardado - projeto do seu song book. Fiquei sabendo que sai ainda esse semestre com direito a mini-biografia. Como surgiu a ideia de fazê-lo? Lançará por qual editora, já pode dizer?
Moacyr Luz – O song-book faz parte do projeto 'provar que você viveu'. Estou há seis meses fazendo o livro. Não imaginei a trabalheira que dá conferir melodias, escrever certo alguns ‘acordes inomináveis’. Serão 30 músicas, até julho estará à disposição.
 
Sheila Fonseca - Moacyr, adorei fazer a entrevista, obrigada. Por último gostaria abrir espaço para que deixe um conselho para os sambistas e músicos da nova geração.
Moacyr Luz - Se  for só ganhar dinheiro que você quer da musica, tomara que dê sorte...
 

Clube das Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão
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A fonte dos pardais
 
 
Era uma vez uma fonte à beira da estrada. Os pardais das árvores vizinhas tinham ali o seu ponto de encontro.
Matavam a sede, tomavam banho, chilreavam uns com os outros.
De semana a semana, vinha um homem, sempre de automóvel, buscar água à fonte. Enchia uma quantidade de garrafões de plástico e, depois, abalava.
Nessas alturas, a pardalada fugia para o poiso das árvores e ficava a observar.
— O que é que ele vai fazer com tanta água? — intrigava-se um pardalito novo.
— Deve ir regar as couves — sugeria um pardal.
— Para regar as couves é pouca — replicava uma velha pardoca, muito conhecedora da vida.
— Então é para ele beber — propunha outro pardal.
— Para ele beber é muita — replicava a velha pardoca.
— Para o que será?  —  perguntava o pardalito, sem que ninguém soubesse responder-
-lhe.
Decidiu investigar. Voou atrás do automóvel, mas como ainda tinha as asas com pouca força e a estrada era às curvas e contra-curvas, perdeu-lhe o rasto. E perdeu-se.
Esvoaçou ao calhas, até descer sobre um telheiro, junto à estrada. No telheiro havia melões à venda e cebolas e batatas e garrafões de vinho. Alto lá! E também havia garrafões de água, tal e qual os que o homem do automóvel enchia, na fonte dos pardais.
Se o pardal soubesse ler, leria no rótulo dos garrafões:
"ÁGUA DA FONTE DA SAÚDE – Graças a ela, os novos crescem e os velhos não encolhem".
Aos saltinhos, diante dos garrafões, o pardalito admirava a fotografia do rótulo. Lá estava a fonte, centro da sua vida, e uns passarinhos a beber água no rebordo do tanque. Vendo bem, aquele mais pequeno, à direita, podia ser ele, o pardalito aventureiro.
Muito orgulhoso da sua descoberta, o pardal voou muito alto, tão alto que, lá de cima, viu o telheiro dos garrafões, a estrada às curvas e a fonte da Saúde ou dos pardais, donde ele viera.
Disparou em direcção ao ponto de partida e muito excitado piou para os companheiros:
— Já sei o segredo dos garrafões. O homem anda a vender o nosso retrato mais o retrato da nossa fonte.
— E a água para que serve? — perguntou um companheiro.
— Para segurar o nosso retrato — respondeu, prontamente, o pardalito.
 
 
António Torrado

www.historiadodia.pt

Clube das Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão
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A história de Glória, a vaca
 
Já em criança a vaca Glória era mais gorda do que as outras vacas. E isto foi-se acentuando à medida que crescia. Os lábios eram carnudos, o nariz largo, a cabeça tão grande como uma abóbora (por acaso era até maior) e, ainda por cima, tinha umas pernas fortes, uma barriga gorda, pêlos grossos e duros e os pés pesados.
Como não havia roupas à venda para o seu tamanho, tinha de ser ela mesma a fazê-las à mão. Fazia-as sem gosto nem grande jeito, e por isso, dentro daqueles vestidos, parecia ainda mais possante do que realmente era.
Tinha um andar atabalhoado e, quando falava, a voz era semelhante à de alguém a gritar para dentro de uma cisterna.
Glória não era modesta nem pensava tornar-se uma boa vaca leiteira como todas as vacas da sua idade. Não! Era ambiciosa e ansiava por qualquer coisa de grandioso!
Um engraçadinho qualquer, creio que a raposa, dissera-lhe que com uma voz tão bonita, devia estudar canto. Como tinha um pai rico que pagava tudo, teve aulas de música e, em seguida, deu ainda um concerto.
Todas as vacas vieram ouvir Glória cantar. Começou com A violeta na orla do caminho e esta foi também a última canção que cantou. É que, se quando falava a voz parecia que saía de uma cisterna, ao cantar, soava como dois elefantes a trombetear num regador em simultâneo com uma serra a cortar metal. A assistência tapava os ouvidos, assobiava, gritava e batia com os pés para não ter de ouvir aquela voz horrível, ou então corria em debandada pelo prado onde o concerto estava a decorrer.
Glória parou e começou a chorar.
As vacas pensaram: "É agora que ela se vai tornar uma boa vaca-leiteira!"
Mas não! Teve aulas de dança e ainda quis tentar a sorte como bailarina!
Quando se apresentou pela primeira vez, vieram ainda mais vacas vê-la dançar do que quando cantou.
Glória apareceu no palco com uma saia tão grande que dava à vontade para fazer sete toalhas de mesa. Logo ao primeiro passo, tropeçou e caiu. As vacas na assistência riram-se, mas Glória não se deixou intimidar e deu um salto. Com o peso, as tábuas do palco partiram e ela caiu, ficando presa até à altura dos braços. Os espectadores riram-se, mas cinco fortes bois subiram ao palco e ajudaram-na a sair do buraco, onde ainda continuava a dançar. Novamente em cima do palco, Glória começou a dançar perigosamente perto da boca de cena. Desequilibrou-se e caiu, aterrando exactamente em cima dos músicos que estavam a tocar no fosso da orquestra
Quando voltou a erguer-se, com dificuldade, o contra-baixo estava partido, a trompete completamente espalmada, o tambor rebentado, o acordeão rasgado em dois e o maestro, com o susto, tinha engolido a batuta. Bem se pode imaginar as gargalhadas da assistência quando a bailarina desapareceu por detrás das cortinas.
Em consequência disto, Glória, muito envergonhada, emigrou para o país dos hipopótamos. Aí dançou para os pesados e grosseiros animais, e cantou ainda algumas das suas canções.
No dia seguinte lia-se no jornal:
A artista Glória, uma figurinha delicada e frágil, deu ontem um concerto onde também dançou. Nunca tinha sido possível no nosso país admirar uma voz tão clara e cristalina; nunca se tinha ouvido um canto tão belo. Dançou, melhor dizendo, flutuou com tal graciosidade que todas as nossas meninas-hipopótamos ficaram encantadas pela sua leveza. Esperemos que a artista Glória dance e cante mais vezes aqui entre nós, no país dos hipopótamos.
 
 
Paul Maar
Reinhard Michael (org)
Wo Fuchs und Hase sich Gute Nacht sagen
Hochstadt, Gerstenberg Verlag, 2002

Andréa Rocha
Experimentos – Oráculo

O Oráculo:

Você quer saber a verdade, mas não tem coragem?
Quer ouvir o Oráculo, mas tem medo da resposta?
O Oráculo não consegue guardar o segredo da mentira que mora na aparência... Experimente!

Ficha Técnica:
Fotografia: Andréa Rocha
Atrizes: Dani Ornellas e Joana Seibel
Beleza: Fernanda Santoro
Tratamento de Imagem: Aline Penaforte e Andréa Rocha.

Biografia:
Formada em publicidade e propaganda em 1998, a fotógrafa carioca Andréa Rocha conheceu a fotografia desde muito cedo e buscou aprimoramento na linguagem fotográfica e técnica de captação de imagens fazendo diversos cursos, dentre eles o curso técnico de fotografia do Senac Rio.

Em 1995 assumiu a produção dos cursos da Vídeo Fundição, onde teve a oportunidade de fazer cursos de produção cultural, produção executiva de cinema e tv, estudando com alguns dos maiores expoentes do mercado. Em 1998 criou o estúdio ZBR Comunicações, destinado inicialmente à produção fotográfica e mais tarde passa a desenvolver formatação e produção de projetos culturais.

Em 2009, buscando novos experimentos estéticos e uma mudança de padrão no conceito de fotografia criou Experimentos: uma série de ensaios fotográficos onde a busca pela revisão do conceito fotográfico é a tônica. Em Setembro de 2009 Participou do evento Pitada, no Cinematheque, no Rio, com a intervenção visual Experimentos Sex Fusca.
Você pode conhecer um pouco melhor o trabalho da fotógrafa Andréa Rocha em www.andrearocha.com.br

O Espelho
 
Humberto fecha as portas de casa com estrondo e atira a pasta para um canto.
– Outra vez um 1 a matemática!
– Ah, que figura horrorosa! – grita Humberto para a imagem que vê no espelho.
A imagem à sua frente não parece estar com medo e devolve-lhe o olhar, furiosa. Até levanta a mão e aponta para Humberto.
– Tu é que és ridículo!
– Eu? – gagueja Humberto.
– Olha só os teus pés, que tropeçam em tudo!
Ou as tuas mãos desajeitadas, que partem tudo!
Ou a tua boca, que gagueja de cada vez que lês!
Ou o teu pescoço, que nunca está limpo!
Ou os teus olhos, que durante as aulas estão sempre a olhar lá para fora!
Ou a tua cabeça, que nunca se lembra de todos os trabalhos de casa que trazes para fazer e se engana sempre nas contas de matemática.
– "Sempre… Nunca… Mal…" Passo o dia todo a ouvir isto! Não preciso que mo andes sempre a repetir! – Helmut está furioso. Ninguém gosta que uma imagem o acuse desta forma! Prepara a mão para infligir uma bofetada bem forte a si próprio… mas alguma coisa se mexe atrás dele…
Uma segunda imagem aparece no espelho por detrás da sua. É a da irmã, Eva, que se põe em frente dele e lhe diz:
– Eu sei que os teus pés correm tanto, que conseguem afastar quem me quer insultar.
Eu sei que as tuas mãos fazem aviões de papel que voam como nenhuns outros.
Eu sei que a tua boca consegue contar histórias que, embora não sendo verdadeiras, são muito cativantes.
Eu sei que os teus olhos conseguem ver lagartas e borboletas maravilhosas que eu nunca veria.
E eu sei que a tua cabeça está cheia de ideias que não queres contar a mais ninguém.
Humberto espanta-se.
– E és tu que dizes isso? Tu, que te queixas cem vezes ao dia que tens um irmão tão palerma?
– Sim – responde Eva. – Dizemos sempre mal daqueles que não compreendemos. – Eva aponta com o dedo para a imagem atrás das costas. – Mas nem vale a pena tentar explicar-
-lhe isso, porque ela não entende essas coisas.
 
 
Wolfgang Wagerer
 
Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen
Wien, Herder, 1987
Atenção Fotógrafos !

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Algumas dicas Photoshop CS5

Nestas digas que iremos colocar para vocês se trata da nova versão do Adobe o Photoshop cs5 pois além de facilitar nossos trabalhos esta versão realmente é sensacional se tratando do modo rápido e eficaz dos menus.
Abaixo algumas dicas para iniciantes da nova versão.


Neutralize com controle de imagem

Esta é uma maneira fácil de desenvolver a combinação de cores e controle o seu balanço de branco.Clique na imagem, Ajustes Color Match e role para baixo para selecionar a opção de neutralizar.

Distorção de Lentes vitória rápida utilizando filtro

Você pode corrigir a distorção da lente de suas imagens fotográficas facilmente. Click on Filter, Clique em Filter, Distort e selecione lente de correção. Move o cursor ao redor até que você alcance seu efeito desejado.

Níveis de ajuste utilizando a ferramenta conta-gotas

Se você tem um espaço em sua imagem que você gostaria de mudar para completar branco, cinza ou preto pode fazê-lo facilmente. Sob diferentes níveis, clique em Imagem, Ajustes e Níveis de selecionar. Olhe para a conta-gotas no painel de ajuste, selecione a conta-gotas e arrastá-lo à sua imagem. Clique na área que deseja colorir e é isso.

Arranhões e remoção de poeira

Para se livrar da poeira e arranhões na imagem de começar por fazer um duplicado da camada. Em seguida, desmarque o globo ocular na camada superior e selecione-o sobre a camada de fundo. Clique em Filter, Noise e selecione poeira e arranhões. Agora, você precisa selecionar novamente o olho na primeira camada e usar a ferramenta borracha para passar por cima da camada superior. Isso irá livrar-se do "pó" que sobraram na sua imagem.

Acentuar uma imagem com a máscara unsharp

Quando você redimensionar uma imagem que pode ser um pouco embaçada, não deixá-lo, não apontá-lo, use máscara SHRP-un. Acesse o menu, em seguida, Filter, Sharpen e selecione Unsharp Mask.

Paçoca (Duas versões)

O período oficial das comemorações das Festas Juninas inicia-se a partir de 13 de Junho, então, é bom selecionar as receitas que irão fazer parte de suas festas. As opções de bolos, doces, salgados e bebidas você encontra aqui no blog.

Receita de Paçoca (Duas versões)

Por Receitas de Mãe

Ingredientes:

  • 250 gramas de amendoim torrado e moído
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 pacote de biscoito maisena (250 gramas)
  • ½ colher (de sopa) de chocolate em pó

Modo de preparo:

Triture bem os biscoitos. Coloque todos os ingredientes numa tigela e misture bem. Coloque em travessa pequena e pressione bem a massa. Leve para gelar por 1 hora. Corte em quadradinhos ou losangos e sirva.

Paçoca de Rolha

Ingredientes:

  • 1 pacote de biscoito maizena
  • 200 g de amendoim, torrado e moído sem sal
  • 50 g de manteiga
    Receita de Paçoca (Duas versões)

    Por Receitas de Mãe

  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de Sal

Modo de preparo:

Bata bem em um liquidificador os biscoitos e coloque a farinha obtida em uma vasilha de vidro. Então agregue o amendoim, a manteiga, o sal e o açúcar e com as mãos amasse tudo até que de liga na massa. Enrole na espessura de uma rolha e corte em pedaço de 3 cm.

Dica de Mãe:

Armazene em lata ou vasilha hermética de plástico.

 
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